domingo, 23 de janeiro de 2011

Filho...

Quero um pouco, da doçura que não possuo.
Para que eu reconheça, uma parte da tua beleza. Que não percebo.
Que eu seja um fim de reflexo, para poder ver um pouco do que és, na plenitude de tua visão.
Que eu reflita; nesse lago, criado pelas minhas lágrimas, muito mais do que a dor que chorei.
Dor avessa, sentida por quem já nem percebe tudo isso como dor. Notada num instante rápido, onde uma ponta de tua pureza me faz ver o quão longe estou de ti.
Lembrado a todo dia e o dia todo. És uma imagem que tenho comigo o tempo todo. E se fecho os olhos, é teu cheiro que sinto. Nos dedos, são teus cachos que imagino rodar enquanto enxugo meu rosto.
Sabe filho, és a coisa mais bela que tenho na vida. Foi tu que me ensinou que o AMOR existe de verdade.
Se estou longe, saiba que e por nós, para nosso bem. Mesmo que seja difícil de aceitar ou acreditar.
Se te procuro pouco, é por estar longe e doer demais quando depois de ouvir tua voz, notar que a distância que nos separa é maior que o oceano. E que temos entre nós, todas os acontecimentos que tornam minha vida tão mais difícil.
Tenho medo do dia que voltar. Por ser e estar tão longe da memória que mantém.
Com medo de ser culpado, por ter te poupado de mim, e de tudo que a tua beleza não vê. Não sabe.
Espero não ter te causado problemas demais, por ser o que sou.
Espero não ter ousado demais, por ter tentado e permanecido por ai o tempo que estive.
Quero muito que tu seja o que quer que a felicidade possa te tornar.
Só sinto pela tristeza que causo. Te garantindo que ela é muito maior pra mim.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

?

    Na espera faminta, de um corpo cansado, as vestes ficam frouxas pela vida perdida. Como amarras, cadarços rotos. No reflexo sujo a magreza da morte.Somos amostras vulgares de placebos ineficazes.

sábado, 18 de dezembro de 2010

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

barcelona...

   Num dia como hoje, chuvoso, há anos atrás, eu e uma amiga passageira, dessas pessoas que conhecemos pelo mundo dividimos dias, histórias lembranças e depois nunca mais vimos.Num dia frio em Barcelona eu e Laura , uma adorável dinamarquesa, juntamos nossas moedas e compramos um vinho,um cigarro de 10 unidades e felizes fomos para um pequeno pátio.
   Esse pátio, é o patio de uma igreja , e colégio, onde na época da ditadura de Franco fuzilavam prisioneiros. Até hoje as paredes são cravadas de balas. Mais à despeito desse passado recente tão feio, a praça é uma jóia. O pátio é protegido pelas altas paredes da igreja e pequenos prédios, de onde se sai por duas ruas opostas, uma à catedral e outra no labirinto de ruas perto do palácio do governo. San Filipe Neri, é o nome desse cantinho, com uma fonte ao centro jorrando água dia e noite.
   Na noite em questão enquanto tomávamos nosso vinho e decorriámos nossas diferentes aventuras pelo mundo afora, um mendigo , cansado, dentro de sua humilde presença foi até a fonte para lavar os pés, a fonte em questão não era uma fonte de água potável, sequer era limpa, mas foi o suficiente pra despertar a reação raivosa de um homem que estava no outro canto da minúscula praça com sua respectiva namorada, ele no mesmo instante começou uma briga com o mendigo por ser absolutamente contra ele estar lavando os pés ali. Bom o mendigo, como bom espanhol, respondeu-lhe com todos os MIERDAS, HIJO DE LA PUTA, COJONES, tudo tudo que um barraco exige.
   Bem depois disso e depois da partida do casal ofendido, ele veio até nós, pediu desculpas pelas grosserias que ele havia dito, e se explicou dizendo que já ia se deitar e só estava limpando os pés.Dissemos que não tinha importância, que ele estava certo. Bom o desconcertante foi que aquele mendigo foi até onde ele estava com as suas coisas, seus trapos, voltou com dois pedaços de papelão , limpos, e nos disse:_"Está muito frio, sentem-se aqui", lhe oferecemos vinho, ele respondeu :"_ não obrigado, tenham uma boa noite." E foi se deitar no cantinho do pátio.
   E assim eu recebi uma das mais belas lições que a vida me deu, na pele:
QUEM MENOS TEM, MAIS DIVIDE.

domingo, 28 de novembro de 2010

Abrigamos no nosso íntimo a ternura e o ódio nescessário pra sobrevivermos. Se isso é demais pra alguns.... que sobrevivam os mais fortes
A cadência de sentimentos em minha alma seguem o fluxo de uma musica criada e tocada por mim e para mim .

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Acredito em cada gesto
Cada palavra de afeto puro transcrito em atos,
esforços para simplesmente estar comigo;
reconheço isso viu ?!
Agradeço, e de verdade,
nem me sinto merecedor...
E o tempo, que transpassa o compreensível, mostra que anda estamos.
Cada vez mais entranhados, nos detalhes da perdição de cada alma .
Cada uma de nossas,
Se possível,
Mais de entranhas e mais das almas.
Fazemos parte do outro, nem que no futuro isso seja só passado.

domingo, 11 de abril de 2010

Obrigado por ter ficado,
 aqui
dentro e ao redor
Obrigado.
E sabe o amor?
Não diminui.
Só aumenta de intensidade e de capacidade.
A atual?
Não sei dizer,
cautelosa.
medrosa,
insegura.

Estigma

Muitas vezes o carrasco que nos executa, é nossa própria índole.
Alguma dessas vezes o julgamento e sentença parte de quem amamos e nessas situações em especial,
 a o caráter sujo, vem à tona e destrói.
Corrói em velocidade espantosa, cataclísmica tudo. Absolutamente tudo que julgamos sólido, intocado.  Na sacra tentativa de matar uma promiscuidade, inerente,
A sensação de "sujo" se torna um fardo pesado. Uma sina.
Uma sentença de morte lenta.Abrasiva. Ácida. De tristes cores desgastadas.
E se dermos um nome pra isso , temos que nos deparar com a malfadada Culpa.
Onde cada ato pode ser a teu favor, numa cena onde a honra está sendo assassinada, por um fraco.
Um ... um monstro, mais humano que qualquer um.
Por ser , e ser , somente erro...
Redundância, infame.
Culpa, onde o DES  não cabe
Onde o DES, não Desfaz.
Onde um mínimo ato ou olhar pode te colocar no teu devido lugar , imundo e pernicioso.
De onde , por pura vergonha, não temos nem sequer coragem de sair, muito menos de levantar o olhar e Mostrar tua verdadeira face.
Teu sentimento, vulnerabilidade, e dignidade inexistente.
Esse perdão não é a ti que peço.
É à mim. E não me concedo. não me permito.
Percebo que meus atos contra ti, foram mais drásticos em mim.
Justo, os causei.
Espero poder pagar a dívida que contraí.
Limpar um pouco da porcaria que fiz, mesmo sabendo que depois disso terei de reconstruir tudo de novo, sobre uma estrutura trincada pela minha própria instabilidade.
Não mais cantarei as minhas Glórias,
 elas trazem um peso de vergonha.
Perdão.
À mim.
Por mim.
Para mim.
Por ti.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

e de um ser das alturas ouvi uma verdade a respeito da verdade...
soube que a verdade me concede solidão.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

num frescor que só a juventude possui,
sorvo cada sopro, respiro perto sentindo no hálito fresco, o fim do meu beijo.
agradeço,
engrandeço,
enobreço o homem que se faz...
Acompanho tuas mudanças com esmero, atenção redobrada
Rouba -me o tempo que me concede
Adoro-te

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Enquanto escrevo deixo pistas
Pistas de uma indole já julgada e condenada que pode ser totalmente contrária ao credo.
Não espero que todos ou qualquer um encontre os meus caminhos.
Só alguns sabem seguir.
Fatos que pra alguém tem sentido, frases que pra alguns simplesmente são.
Uma trilha de pedrinhas que juntas fazem um castelo.
Meu reino, onde eu impero como único ser vivente e cônscio.
Meu lar.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Now that I've found you,
And seen behind those eyes,
How can I,
Carry on.
Estigma.
a palavra de ordem
Foi criado e colaborado uma imagem nada agradável em relação à mim.....
essa imagem já era platônica desde o concebibento se distanciando cada vez mais da realidade em que me tornei.
como se livrar do estigma?

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

e quando acho que a surpresa pode ser desconcertante,
tua presença se fez a mais doce face do dia....
agora vendo a noite enquanto tu vai pra casa, imagino qto de cada mínimo pedaço teu ja faz parte de mim.

domingo, 29 de novembro de 2009

agora temos uma versão mais poetry do santo nome...
são textos de um blog antigo de 2003, mas vale...
e hoje pela primeira vez, o meu "TE ADORO" teve um eco,
uma resposta cacófana e deleitante...
adorar..
adoração..
vererar..
um caminho longo a percorrer,
começamos muito, muito bem...
hoje enquanto me despedia , sabia que talvez demorasse dias pra ter de novo uma noite suave nos braços que se sacudiam arrumando as mangas da jaqueta...
não quis pensar naquilo e voltei pra cama vazia, tentando me conformar ,
tentando aprender esperar.
espero
que não seja muito.
espero mesmo muito, mas não quero muito na espera,
quero muito contigo...
e ontem deitados no sofá praticando o exercício de se perder em nós mesmos, a chuva caía sem força sem vento.
e por mais estranho que isso fosse, mesmo sem vento, ela invadia a sala e nos cobria de micro gotículas,
a impressão que tive , é que vivia um momento tão bom, tão mágico que a chuva por vontade própria resolveu participar.
e fazendo parte do nosso jogo de entregas, o céu resolveu nos chamar e gritar de um vermelho embaçado,nos retirou da indolência e nos fez ir pra janela grande.
a chuva se sentia mais forte lá, os limites da cidade se perdiam longe, no embaçado vermelho do céu molhado denso....
e lá o tempo mostrou que detalhes tornam as coisas mais simples, maravilhosas.
que a simples chuva e o céu colorido era pra nós uma prova viva , um aplauso.
Just a bless.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

E na leveza da juventude absurdamente perdida num mar de cellos, o som da respiração valia como melodia.
Quando a certeza era de nem mesmo ver, eis que respira no Ton do meu coração, até que amanheça e o acorde.
Um acorde de Cellos iniciando um dia que terminará com mais um dueto.
Então agora ,pra tu poder descansar logo, eu vou apagar as luzes, escovo os dentes, e já volto pra cama ok?

Espera eu dormir primeiro?

E puxou os meus braços ao redor de seu corpo, como se eu fosse um conforto único...Sendo mesmo
um pro outro, únicos.

Que mais poderia eu responder?

Esperei que dormisse...
Quero te ver , me encontre no...

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

esse post tem gosto de definição.
decidido em comum acordo e aproveitado em cada instante.
o passado justifica os meios que o presente se faz presente , se torna um presente, uma benção...
defino agora em nome de nós,
um compromisso
não teu comigo, meu contigo.
um compromisso íntimo com nossa felicidade...
onde o fato de estarmos nos partilhando se faz por si só.

domingo, 22 de novembro de 2009

E hoje enquanto exibia minhas verdades nuas, quando o que me restava como esperança era o fluido encanto , ja fluído pelas minhas mãos espalmadas de medo que me certificava de ter tido um breve , muito breve vislumbre daquela dádiva...
E aceitando, a verdade,
Me puxou para um beijo ,mas antes; limpou como o gentleman que é, uma lágrima que desabou deminhas pálpebras.
Só depois disso me beijou docemente...

sábado, 21 de novembro de 2009

Ontem, nosso primeiro beijo foi sentado ao lado dos trilhos de trem.
Enquanto nos beijávamos um trem passou e parou depois de algum tempo diminuindo a velocidade.
Estávamos sentados a pouco mais de um metro do limite daquele imenso monstro de ferro,
De olhos fechados parecia que aquele peso e barulho todo estava caindo em cima de nós, que o mundo estava sendo abalado , o chão tremia, estávamos muito próximos.
Um do outro, e do trem....
O barulho enquanto ele parava aumentava a sensação de ruína total ao meu redor.
E não paramos,continuamos nosso beijo intocados pelo som de um mundo de ferros desabando sobre nós.
Não abri os olhos pra ver se estava tudo bem...
Estava
um pelonasmo.
a redundância do meu próprio nome.
ele a mais, l a mais,
anos e anos menos...
uma eternidade pra me conformar.
o menino que dorme,
ele com meu nome em minha cama e dois eles.
sou inicialmente o que és clã.
sou finalmente o que nem sequer procurou.
estou.
na tua doçura de indecisões veladas, estou.

E.Marcello

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

me espalhei pelo mundo em saudadezinhas...
.sou uma colcha de retalhos saudosos...
bordando cenas como recortes de jornal....

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

nem dopado consigo me remediar....
a estima pode ser destruida em simples detalhes...
um atravessar de rua,
uma risada em hora errada,
de varias formas....
o dificil é saber onde se encontra o remédio pra esses buracos....
assassinei o que tinha restado de uma moral pobre...

sábado, 24 de outubro de 2009

tempo sem escrever.
dificuldade de organizar esses sentimentos aqui...
alguns ainda nem nome têm.
como se a simples vontade de dormir fosse capaz de me levar pra longe.
de mim

domingo, 4 de outubro de 2009


terça-feira, 15 de setembro de 2009

Organizei tudo ao meu redor,
Na esperança de que dentro de mim algo se arrume.
Espaço vazio foi o que ficou entre o ambiente limpo e minha tralha cultivada.
O que fazer com isso tudo? Onde guardar? O que jogar fora? Jogar onde?

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Na tela branca de pele marcada a marca era minha...
Sumindo de um amarelo pálido, mas minha.
Queria ter visto a marca nova recém feita mudando de cor.
Queria marcar a tela branca de novo, marcar a calor e ver recuperar a brancura, queimar com saliva e esfriar com meu sopro, mas foi só o amarelo pálido que restou , e por pouco tempo, logo some.
Logo some.
E enquanto a fumaça sobe nessa luz que reflete no teclado, penso no quanto é dificil dissipar os medos que regem nossas ações.
Se fosse menos doloroso, menos arriscado, menos agressivo acho que nos permitiriamos mais, ou menos.
Me falaram da leveza.
pensei nos extremos...
Na leveza da solidão e no peso do silêncio. ou o contrário que seja.
Que assim seja!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

E o sexo?
Colocamos na prateleira.
E quando me vi sozinho sentei no sofá e percebi algo preso no vão, eram botões,botões da roupa de alguém que haviam caído e ficado ali, indo pro esquecimento.
Tentei pensar desde quando aqueles botões estariam ali já que os ocupantes anteriores estavam nús...
Sim nús, despidos dos pudores e dos conceitos.Dissecados de uma vontade velada no limite entre o resistir e .. bom o fato é que não sao nossos esses botões.
Se bem que tu colocou suas roupas antes de ir, o ato de ter partido foi tão violento, que me esqueci, tu se vestiu. Então os botões são teus...
Olha honestamente cara eles vieram à calhar, costurei numa camisa que estava sem . Mas o estranho é que quando uso a camisa e está tudo em silêncio, escuto os botões a sussurrar.
"Posso te pedir um favor, por nós ?
Claro.
Não fuja antes de tentar"

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Nas carnes que devoro sinto o gosto de repressão,
Poucos os que se devoram comigo.
Quero a infâmia da alma cheirando na pele.
A maldade do corpo queimando na tua temperatura.
Desisto da doçura quero força.
A ignorância é uma benção.

teu sangue

que a culpa seja lavada com sangue sujo,
pra justificar o ódio sentido dia após dia.
amargura de uma espera pela eternidade,
perturbada.
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terça-feira, 26 de agosto de 2008

Pain

A dor que se propaga piora com os sons da vida.
Crianças, cães, carros, ou risos.
Espalham um incômodo, resultado do que ingeri, me deixou tonto, entorpecido, com sono...
Enfraquecido pela minha escolha insone, insana.
Dúbia tentativa. Doce engano.
Relato frio onde o afeto ludibriado revela a forte fraqueza de uma alma solitária.
O perdão próprio não consegue , nem quer desculpar a razão que esconde.
Deturpa o conceito; responsabilidade fugidia de uma vida torpe.

despedida

Ira
Destruição
A mão que dá é a mão que tira

sábado, 26 de abril de 2008

O

Que seja calmo como uma folha a cair,
Um rastro de poeira que demorou muito pra se formar
como a velocidade daquela luz especial do fim de um dia quente, é como o mergulhar nas mornas águas de um banho.
Na velocidade entre meu respirar e o bater de meu coração, quero que seja esse,
o tempo de nosso beijo.
Na noite escura, o borrão de uma lua coberta de nuvens pesadas, deixa tudo difuso.
Numa tentativa de enfumaçar o mundo como uma visão, minha visão
turva de lágrimas, refletindo a luz da mais tênue vela e me cegando por seguntos intermináveis.
Segundos que posso perder-te de vista...
E lá está você a rodopiar dentro de sua natureza, que ignora a devoção do que sinto e lhe entrego sem consentimento ou sem tua vondade.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Need

Preciso de um espaço maior,
Respirar amplamente sem que esteja limitado à mim, minha pele, não pode ser meu limite.
Menos ainda o alcance de minha respiração meu calor.
Tenho que usar a voz para tocá-los.
Só assim garanto minha presença, marcada, notada!
Sinto que alguns pretendem me ignorar...
Doce tentativa, para os que já me cruzaram, desculpe, não posso ser apagado de suas lembranças!

sábado, 8 de março de 2008

Histeria

Segundo Freud, toda manifestação religiosa é uma forma de histeria coletiva resultada de um processo de culpa pela morte(homicidio), da figura paterna.(no caso Deus).
É gente, niilismo Freudiano, pode?

obrigado

Me sinto praticamente obrigado a escrever.
Contrações.Nem eu sei qual vai ser a carinha ....
Se vai ter todos os dedinhos....
Está pra nascer, e se comunicar...muito.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Só minha

Tem algum lugar de nossa alma, que se recusa a esquecer.
Se recusa a deixar de amar,
Esperar,
Procurar.
Sempre. Sempre a mesma sensação de que seremos especiais ao menos um pouquinho, e que nesse instante especial poderemos ser felizes como nos ideais românticos.
É uma tortura eterna a certeza do engano.
A convicção do só. Ser só.
Estar só.
Da mesma maneira que vejo pelas ruas, às vezes, famílias casais, que se não por amor, respeito, convenção, qualquer merda estão lá juntos, prontos. É nessa hora que ser só, fica mais bizarro ainda, mais doloroso.
Chega á beirar o merecimento.
Que fiz? Que merda sou essa que a ninguém interessa?
Esperneio. Grito. Choro.
E quando eu fico com vergonha desse vexame todo, me dou conta que até o vexame é vão. Ninguém viu, estou só.

Bete dos ossos

Escura a teia de fios contrasta com a pele branca e colorida.
Cores postas e escolhidas.
Nos pensamentos atormentados, a lucidez de quem sabe.
Quieta sabe.
Morrendo de inveja da ignorância.

Frente

Encabeçando toda aquela balbúrdia vinha um bispo, um cavalo, uma torre já despedaçada e uma rainha capturada e arrastada.
De relance,
Parecia uma rainha morta.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Durante as noites percebo que a carência de um ser amante devia ser sempre bela.
Até mesmo chorando.
O estranho que amando tanto assim machuca.

altivez

Ouviu-se o craquelar de folhas secas mesclando com lama o tecido. Maculando, ferindo uma trama de finos fios trançados em texturas,
Através da luz filtrada de sentia o vulto escuro de alguém maior, aqui bem ao meu lado direito.Enquanto me distraio, sinto que se olhar bem rápido vou ver. Ver que ela está ali, a pessoa que me vigia os andrajos de alma.
Esses que visto de fino linho.
Nao olhem pra baixo.
Encarem meus olhos, eles estão preparados a não te mostrar os caminhos da minha rota alma.
Meus pés não mentem, por isso sei que está aqui.
Me espreitando, me vigiando. Não pela sensação viva de que se for rápido te vejo.
É pelo crepitar, e pelo cheiro de lama.
Não pode se deixar tantas pegadas sujas de folhas desfeitas estando só...
Encare meus olhos

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

meu país das maravilhas

Poucas meninas sabem....
Um dia a deusa negra que escondia a luz do sol se distraiu, e nessa hora uma levada fada distribuiu asas a todas as meninas que encontrou.
Foi um escândalo, onde já se viu transformar meros mortais , meras crianças em seres que voam?
Será que não se sabe que só os especiais voam?
Então como castigo para essa fadinha, lhe deu uma nova vida.
Hoje ela é uma rainha, sim a fada levada é uma rainha formiga, que tem a eternidade pra ver suas filhinhas trabalhadeiras terem asas só por uns instantes, uns dias, horas talvez, pra quando voltarem ao contar como o mundo é lindo lá do alto , da altura da deusa negra, ela se lembre um pouquinho de sua vida de fada.

La rupture

Verte uma vertigem de não conseguir não se jogar.
Pulo, antes que caia e chamo isso assim...
Cai, cai
Vem como notas
Cadente, em mim, sinto o som dando voltas
a descer de um ceu que nao conheço,
de uma altura de onde sonho,
de onde caio e me rasgo , ao morrer, ao cair e sentir a queda que cai e cai em amores de morte por ti.
O sol me abençoa, me convém, me abraça e me assiste na tua queda, e quando o chão chega vejo que sei voar.

domingo, 13 de janeiro de 2008

Hermann Hesse

"Um simples pecador em certas circustâncias, pode ser mais grato à Deus do que noventa e nove justos."
O lobo da estepe

teardrop

No inverno da minha alma, meu calor só não basta.
Não consigo mais fixar linhas.
Lágrimas, todas.
Seguras.Pessoais.
Ardem na pele que não sentia isso há tanto...
Tanto quanto tua partida, e minha partida.
Tu, para algum, eu em vários.Pedaços agudos que me ferem e me fazem, rápido,estancar meu sangue.
Como se pudesse evitar o que sou.

rain

Como se essa chuva toda tivesse a capacidade de lavar minha memórias.
Limpar das minhas lembranças o que me envergonha.
Percebo que é só o que choro que está a inundar o mundo,
Imundo

SOMA

No translado de certos sentimentos sofro a alteração permamente e crescente no que insisto em chamar razão.
Não mais consigo conviver com meus próprios deturpados conceitos, confusas conclusões me golpeiam com a dúvida em relação à meu caráter.
Tenho aprendido com a solidão. Aprendi a ouvir a solidão. É uma sinfonia composta por sons alheios, sons pertencentes à vidas que nos rodeando nos torna pobremente solitários.
Quando canto na minha solidão, é numa tentativa de me iludir. Como se eu fosse mais alguém.A mesma pessoa que eu espero...
Espero alguém que na verdade sou eu.
Só que eu nunca chego.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Minhas partidas reservam chegadas.
Retornos intimos partilhados em escolhas únicas.
Encontros marcam um longo tempo que parece não ter passado.
Minhas chegadas escondem partidas...

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

encontro marcado

Dói.
Num oco, dói.
Golpe lento, sem reação, seco e alto .
Baque estourado que nos mergulha no zunido longo num silêncio interrompido.
Meu Deus é bom.Meu Deus é mau.
Deus que só nas minhas entranhas se exibe no explendor que confere tua divindade.
Deus que expulso, cago de meus sentimentos, aborto de minha pele.
Deus esse que continua no nada e vai em tudo que cuspo na cara dele próprio.
Mequetrefe infame que me persegue com essa verdade nojenta.
Logo seremos só nós, com a eternidade...

Fim

Procuro sons que possam abafar os gritos de minha alma. Sôfrega, geme num soluço rouco numa tenaz tentativa de não perecer no meu barulho. Já numa fugidia queda inerte , na luta entre o entregar e resistir à mim mesmo.
Sou o pior verdugo que podia me ter reservado,conheço minhas frágeis articulações por onde começarei a execução. Conduzirei à mim próprio,com êxito, à expiação quase que total, lavando de minha cansada alma escrota todas as culpas que visto.
Aprendo o sentido da vergonha por não poder me arrepender quando deveria e por não odiar quando deveria . Equeço o sentido da alegria e espero um novo sentido pra vida que não seja a espera da morte.
Quero que os extremos que me foram dados se encontrem ou que me seja concedido o equilibrio mínimo entre ser e enlouquecer.

domingo, 23 de setembro de 2007

Meu pecado

Nas entrelinhas do que não foi dito, se esconde a intenção amante .
Conspira a alma inspira a dor.
Expõe de ti o que em mim não cabe.
Leva de mim o que a ti pertence.
Deixe ao menos o fim das notas de seu odor, que na minha lembrança vive.
Me de somente a força pra não ser, que seja!
A ti resistirei bravamente enquanto conseguir discerní-lo de mim.
Esse é meu pecado, o que sinto por ti me condena.

sábado, 22 de setembro de 2007

Me perco na embiraguez que ensolara minha pele e rouba de mim mesmo toda e qualquer vontade de resistir.
Se o mundo soubesse de um milésimo do que penso, aí sim teria vergonha de andar pelas ruas.

Credo

Na escuridão que meus olhos fechados podem me proporcionar, vejo onde termina a minha capacidade de fingir ver o que está tão nítido aos olhos dos mais cegos...

Nosso Santo Nome

Santificado seja nosso Santo Nome.
Que seja absorvido na terra em grãos, recolhido do céu como água que a sede mata.
Que não seja em vão.